17 maio 2006

torpor




Se temo que o tempo seja tarde
Já tremo neste vento que urge
Extremo temor do que arde
E invade o momento que surge

Detenho comigo tua fonte
Não tenho o que penso que penso
E vou-me contigo ao horizonte
Elevo pra longe o teu senso

Sossego o cego desejo
Sentindo e vindo sereno
Sacio teu cio que antevejo

Persigo o ensejo do beijo
Percebo teu doce açoite
Amando-a o resto da noite