Há um grito que se engendra na garganta
Que espanta o que atormenta
Que sufoca o que espanta
Que encanta o que afugenta
Que engasga o que encanta
Que acalanta o que ausenta
Que livra o que acorrenta
Que engana o que não quer calar
E nesse vem e vai de esperança
Resta a ânsia tamanha
Na guerra que te trava
Entre o que se entranha
E o que se quer bradar
Livre, o grito, o eco, ou grunhido
Seja de dor, saudade ou desejo incontido
Espalha-se pelo ar e pela terra
Porque por vezes o que berra
Vivia preso esquecido
No lado de dentro que encerra
O que liberta
Alimenta
Acoberta
Orienta
Acalma
Embala
Deita
Nina
Rola
Pára...
Feito um feito perdido
Abortado de um peito
Num coração arrependido
Trancado insuspeito
Por assim ter morrido
No medo de nunca ter sido
O que nunca mais será
Que espanta o que atormenta
Que sufoca o que espanta
Que encanta o que afugenta
Que engasga o que encanta
Que acalanta o que ausenta
Que livra o que acorrenta
Que engana o que não quer calar
E nesse vem e vai de esperança
Resta a ânsia tamanha
Na guerra que te trava
Entre o que se entranha
E o que se quer bradar
Livre, o grito, o eco, ou grunhido
Seja de dor, saudade ou desejo incontido
Espalha-se pelo ar e pela terra
Porque por vezes o que berra
Vivia preso esquecido
No lado de dentro que encerra
O que liberta
Alimenta
Acoberta
Orienta
Acalma
Embala
Deita
Nina
Rola
Pára...
Feito um feito perdido
Abortado de um peito
Num coração arrependido
Trancado insuspeito
Por assim ter morrido
No medo de nunca ter sido
O que nunca mais será


